verde

de todas as prosas

de todos os males
de todas as rosas
de tao populares
meu ar sereno
que governa o mundo
é o ar pequeno
de um ser moribundo
que sedento por agua se dilui em vinho
que sedento por guerra promove a paz
que ja saciado de amores
promove o ódio
com ancia de querer e poder sempre mais
meu coraçao tem o tamanho do mundo
um mundo pequeno
que de tao pequenino permite-me amar
pois se fosse grande só caberia a mim
verde
poema
simples assim

lagrimas de sol

Como é amar ate mesmo no fim

Pensar que jamais vai acabar

Ele coitado julgado invejado

Pobre coitado rico coitado

Chorou pela ultima vez sem chorar

Vitima da sua própria aquisição

Inveja do irmão

Na sua ultima festa a brincadeira se fez por matar

Tirar de alguém o que ela sempre gostou de amar

Jogado a uma caixa ele se fez navegar

Amado até o fim

Amado até o fim

Como pode se estragar tudo aquilo que se criou

Todo amor que sempre há

A morte não vence o amor

Como pode se estragar tudo aquilo que se criou

Todo amor que sempre há

A morte não vence o amor

Navegando junto ao mar

Com sua alma oceânica

Ele se permitiu vencer

Foi vencido pelo chamado que lhe fez mudar de mundo

A viúva desesperada e ainda apaixonada

Correu toda a extensão territorial

Pra provar que o amor não tem distancia

Não tem distancia

Juntou suas partes e se uniu a ele

Dando vida a aquele que se foi

Voltou do mundo pra amar de novo

Mas não é assim não dava pra ficar

Esse não é seu lugar

Pro céu voltou e se lembrou de como é amar

De como é amar

Lembrou-se de amar

Chorou limpou sua alma

Prometeu ajudar

Todos aqueles que sofreram como ele havia

Sofrido também roubaram dele

A arte de amar

A grande arte de amar se faz quando mesmo no silencio

Fazem-se declarações de amor no silencio de um olhar

E se aprende sem errar como é amar

$$$$= vida vazia

No caminho pra casa o poeta dormiu

Andava triste e cabisbaixo

Pensando: em nada me encaixo

Falava de coisas que nunca sentiu

E pedia desculpas aos céus por ser um poeta e não saber amar

E pedia desculpas aos céus por ser poeta e não saber sonhar

Até que ali adormeceu

Sonhou com a mentira e a verdade

O amor e a lealdade

Coisas que nunca viveu

O amor disse a lealdade

Que a melhor dor é a saudade

É aquela que dói despercebida

A lealdade retrucou:

Sou fiel ao coração

E te digo que não há

Dor maior que a solidão

A mentira foi brincando

Dizendo pra se acalmarem

Quando alguém está amando

Ela sempre vai além

A verdade escondida

Com aparência meio tímida

Esclareceu pra todo mundo

Que amor só é profundo

Quando dói no coração

E tratou de deixar claro

Que amor é brilho raro

E combate a solidão

E o poeta acordando

Levantou-se e foi andando

Escrever em seu caderno

Seu primeiro verso sincero

Com lápis e papel na mão:

Entoou essa canção

A canção do coração

O homem que chora é o homem que ama

O homem que chora é o homem que ama

Saudade é a dor que dói despercebida

Que dói enquanto há vida

Longe do amor

Contaram-me que a solidão só passa

Por quem o coração devassa

Como quem despedaça uma flor

Contaram-me que o amor é a semente

Que já nasce na gente

Só esperando germinar

E contaram que se a semente não cresce

É porque a gente esquece o quão fácil é amar

E deitado em minha cama fico a pensar

Que se todos os amantes tivessem uma canção pra entoar

Os poetas não teriam emprego

Pois são os que têm mais medo de se apaixonar

E se a lua cantasse comigo

Estaríamos todos em perigo

Por que ela ensinaria

O que não se aprende na escola

O amor é o dia-a-dia

É o único pássaro que não decola

retrato de uma sociedade individualista

Mais uma poesia sem nome

Mais um choro chorado

A ultima lembrança da sorte

Um pouco de chuva no gramado

Os ventos que uivam e mostram caminhos

As mortes dos que estavam sozinhos

Um pouco de flor ao cemitério

Um pouco de brilho ao adultério

Do lado de lá uma estrela cadente

Do lado de cá um sonho decadente

Azul celeste celestial

A besta e o bestial

O peregrino e o marginal

Um monge que mata crianças

Um presidente com intolerância

E tudo é sempre igual

Os sonhos são azuis

Azul da cor da água da privada

Que é onde deveriam estar todos que são iguais ao nada

Azul da cor do mar

Azul, insular

E de todos os palpites somente um não posso errar

E de todas as lembranças que não vão me devorar

Aprendi a errar

Do mesmo jeito que o poeta é morto por cada palavra

E morrem mil, duas mil, seis mil vezes com punhaladas

Morremos todos um pouco

Ao cansarmos do mundo e deitarmos em um travesseiro

Onde vivemos numa noite um ano inteiro

herdeiro da sina pop

matar é pop morrer é pop

ouvir o som que vem da favela tambem é pop
rock in roll virou pop
chorar virou pop
a carruagem dos revoltantes é puchada a reboque
reboque é pop
até o papa é pop
se a vida é pop a morte é revoltante
masda revolta nao se perde um instante
entao tudo é pop
o amor é pop
a lua é pop
os poetas sao pop
a doce ilusao de romeu e julieta
hitler e sua escopeta
certeira contra o resto do mundo
ser pop é ser moribundo
igual a todo mundo
ter a alma domada
ter a vida cantada
sua ideias ecoadas
mas todos somos pop
a vida é pop
salve o pop
herdeiros da pampa pop
se um dia eu tivesse em maos o poder de criar
seria morrer ou matar
a morte é pop
o mundo é pop

pequena descriçao do blog

a arte com palavras tem que ser intensa, mas ao mesmo tempo sádica, mentirosa mas sagaz, gosto de ter as palavras sobre controle e brincar com las, quanto menos tempo eu gastar compondo um poema, melhor pois soa espontâneo, isso é arte
isso é minha arte